Juiz de Fora

A história de Juiz de Fora confunde-se com a história mineira do século XIX. Situada na Zona da Mata, suas origens remontam à abertura do Caminho Novo, estrada criada para o transporte do ouro no século XVIII. Diversos povoados surgiram estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam rumo ao Rio de Janeiro, a exemplo de Santo Antônio do Paraibuna, criado por volta de 1820.

Em 1850, a Vila de Santo Antonio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade, quinze anos depois, ganha o nome de cidade do Juiz de Fora. Este curioso nome gera muitas dúvidas quanto a sua origem. O Juiz de Fora era um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. A versão mais aceita pela historiografia admite que um desses magistrados hospedou-se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado. A identidade exata e a atuação desse personagem na história local ainda são polêmicas. Um personagem de grande importância na cidade foi o engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld, que empresta seu nome a uma das principais ruas do comércio local. Halfeld, após realizar uma série de obras a serviço do Estado Imperial Brasileiro, acaba por fixar residência na cidade, envolve-se na vida política,constrói a Estrada do Paraibuna e promove diversas atividades no município, sendo um de seus fundadores.

Mas contar a história de uma cidade é mais que citar seus personagens ilustres e seus feitos. Fazendo referência à população pobre e livre que vivia na cidade, responsável pelo pequeno comércio, produção de gêneros e utensílios de primeira necessidade e aos escravos que constituíam, na década de 1860, quase 60% da população total.

A partir de 1850, Juiz de Fora passa a vivenciar um processo de grande desenvolvimento econômico proporcionado pela agricultura cafeeira que se expandia pela Zona da Mata Mineira, dando origem à formação de várias fazendas. Por iniciativa de Mariano Procópio Ferreira Lage, inicia-se a construção da primeira via de transporte rodoviário do Brasil: a Estrada União e Indústria, com 144 km de Petrópolis a Juiz de Fora, com o objetivo de encurtar a viagem entre a Corte e a Província de Minas e facilitar o transporte do café. Para sua construção, foram contratados técnicos, engenheiros e artífices alemães. Anos depois, Mariano Procópio cria um núcleo colonial voltado para a produção de Gêneros agrícolas, dando origem à Colônia D. Pedro II, composta de 1.162 imigrantes alemães. Esta colônia não conseguiu se manter por muito tempo, levando muitos colonos a abandonar suas terras em direção à cidade, engrossando as fileiras nascente proletariado industrial.

No século XIX, Juiz de Fora tornou-se um dinâmico centro econômico, político, social e cultural. Aos poucos, suas funções se ampliam, ganhando ares de cidade moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ganha um plano de demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco, bondes. Houve a implantação de iluminação pública, que inicialmente era a gás e, depois, em 1889, elétrica. Os ganhos obtidos com o café, associados às facilidades de transporte, energia e mão-de-obra, acrescida com a chegada de centenas de imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial, e a cidade passa a ser denominada “A Manchester Mineira”.

No século XIX, Juiz de Fora tornou-se um dinâmico centro econômico, político, social e cultural. Aos poucos, suas funções se ampliam, ganhando ares de cidade moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ganha um plano de demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco, bondes. Houve a implantação de iluminação pública, que inicialmente era a gás e, depois, em 1889, elétrica. Os ganhos obtidos com o café, associados às facilidades de transporte, energia e mão-de-obra, acrescida com a chegada de centenas de imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial, e a cidade passa a ser denominada “A Manchester Mineira”.

Os setores que mais se desenvolveram foram o da indústria têxtil e, em segundo lugar, o da produção de alimentos. Juiz de Fora, no final do século XIX, possuía uma dinâmica vida cultural, representada pelos teatros, jornais, colégios e intensa atividade literária. A própria arquitetura reflete a prosperidade econômica e cultural, por meio do estilo eclético das construções, com diferentes manifestações do passado: o gótico, o grego e com a introdução, neste século, do Art Nouveau e Art Deco. Mais tarde, na década de 50 do nosso século, encontramos construções com concepção modernas, como as obras de Niemayer e os painéis de Di Cavalcanti e Portinari.

Durante todo o século XX, Juiz de Fora se destaca nos grandes momentos históricos do País. Após viver um período de relativa decadência industrial a partir da década de 1940, passou a se destacar pelo crescimento dos setores comercial, industrial, e de prestação de serviços, o que a coloca como a segunda cidade de Minas Gerais e a Capital da Zona da Mata Mineira.

Passeios pela cidade

Elementos geográficos e históricos direcionaram a organização do núcleo urbano de Juiz de Fora. O Rio Paraibuna e o Morro do Imperador delinearam sua ocupação e expansão. A Estrada do Paraibuna, projetada como alternativa ao Caminho Novo, deu origem à atual Avenida Barão do Rio Branco. Um trecho da Estrada União e indústria, inaugurada em 1961, transformou-se na Avenida Getúlio Vargas. Estas duas avenidas, junto com a Rua Espírito Santo, formaram um triângulo onde seriam traçadas as principais ruas da cidade e localizados os núcleos do poder, do comércio e da cultura. Parque Halfeld - Juiz de Fora

Situados nesse triângulo, o Parque Halfeld e a Rua Halfeld são símbolos históricos da cidade. Começando na encosta do Morro do Imperador, a Rua Halfeld corta a Avenida Rio Branco e a Avenida Getúlio Vargas e, antes de atravessar o Rio Paraibuna, passa pela Praça da Estação, patrimônio arquitetônico onde acontecem os grandes comícios e encontros cívicos.

A Rua Halfeld é o verdadeiro coração da cidade. No seu calçadão, os jovens se encontram, os políticos se reúnem, as passeatas acontecem, negócios são fechados, amigos se revêem e shows são realizados. Nela se encontram casarios construídos nos estilos eclético e Art Deco, a Academia de Comércio, o Cine Theatro Central, serviços bancários, as galerias comerciais e bares que oferecem um bom cafezinho, uma cerveja ou um chopp gelado. Primeiro logradouro público da cidade, o Parque Halfeld era, no século passado, o local onde se armavam as companhias de “circo de cavalinhos, touradas e cavalhadas”. Em 1901, foi construído ali um jardim com lagos, repuxos e pontes. Após sucessivas reformas, restaram apenas as pontes e o quiosque que hoje enfeitam esse Oásis verde em pleno centro da cidade para onde convergem o Lúdico, a oficialidade e o religioso. Encontram-se à sua volta o Fórum Bejamin Colluci, a igreja Metodista, a Igreja São Sebastião, os prédios da Câmara Municipal e das “Repartições Municipais”, um conjunto arquitetônico de fundamental importância na formação do núcleo histórico local.

Parque do Museu Mariano Procópio

O parque do Museu Mariano Procópio ocupa uma área de 78.240 m que proporciona ar puro, sombra e um visual de rara beleza. Planejado pelo paisagista francês Glaziou, foi chamado de “Paraíso dos Trópicos”, por ser um local em que se concentram arbustos característicos da flora brasileira e uma grande diversidade de espécies exóticas introduzidas por seu fundador, Alfredo Ferreira Lage. Seu acervo natural é de grande importância ecológica, possuindo espécies vegetais que estão ameaçadas de extinção, como o jatobá, o pinheiro do Paraná, as palmeiras e as sapucaias com mais de 120 anos. Situado no bairro de mesmo nome, encontra-se aberto de terça a domingo, das 8h às 18h.

Parque da Lajinha

Parque municipal, fundado em 1983, ocupando uma área verde de 140.000 m, é um lugar ideal para piquenique e prática de esportes. Possui duas cachoeiras, um lago, quiosque, campo de futebol, pista de bicicross e mountaim bike, churrasqueira, chafariz e um belo coreto. Na sua mata, destacam-se árvores como araucárias, tambus, garapas, angicos e eucalípitos. Situado na Avenida Paulo Japiassu Coelho, no trevo de cruzamento para o Aeroporto e a BR 040, o parque está aberto diariamente das 8h às 17 h.

Campus da UFJF

Distante 5 Km do centro urbano, o Campus da Universidade Federal de juiz de Fora ocupa uma área de 1.325.811 m. É um local de lazer e descanso da comunidade juizforana, que aproveita a imensa área cercada de verde para caminhar e andar de bicicleta. Está localizada na parte alta da cidade, próxima ao bairro São Pedro.

 

Aeroclube / Aeroporto

O Aeroclub de Juiz de Fora oferece várias opções de lazer; vôos panorâmicos sobre a cidade, de terça a domingo e, nos finais de semana, atividades aerodesportistas como planadores, acrobacias e shows dos paraquedistas do Clube Asas de ouro. O Aeroclube está localizado ao lado do Aeroporto de Juiz de Fora, no final da Av. Guadalajara - Bairro Aeroporto.

 

Morro do Imperador

Conhecido também como Morro do Cristo e Morro da Liberdade, o Morro do Imperador, a 1492 m do nível do mar, é um dos pontos mais altos de Juiz de Fora. É assim denominado porque, em 1861, D. Pedro II o escalou para apreciar a vista da cidade. Nas comemorações da passagem do século, nele foi construída uma capela e, em 1906, um monumento ao Cristo Redentor, símbolo da vitória contra uma epidemia que assolou o município. Lá se encontra também uma torre helicoidal, primeira do tipo na América do Sul, que serviu à TV Industrial, emissora pioneira em geração de imagens no interior brasileiro. Chega-se ao Morro do Imperador, subindo a Rua Dr. João Pinheiro, no Bairro Jardim Glória, em direção ao Bairro São Pedro.

Mirante da BR 040

Localizado no Km 794 da BR 040, próximo a um restaurante, é um local ideal para soltar pipa, jogar bola, fazer piquenique, andar de bicicleta pelas trilhas do local e apreciar uma das vistas mais bonitas da região.

Centro de Estudos Murilo Mendes

Apresentando o acervo de artes plásticas do poeta juizforano, incluindo obras de Picasso, Portinari e Max Ernst, dentre outros grandes nomes da pintura contemporânea.

Cine Teatro Central

Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, merece grande destaque por ser uma das mais importantes casas de espetáculos de Minas Gerais. O teto, belíssimo, todo decorado pelo artista Ângelo Biggi, dispensa comentários.

Espaço Mascarenhas

Caminhar pelos corredores antigos do Espaço Mascarenhas é passear pela história. Bernardo Mascarenhas é um dos personagens mais significativos da história de Juiz de Fora.

Usina de Marmelos

A primeira usina hidrelétrica da América Latina, Usina de Marmelos, foi o primeiro grande marco de energia no Brasil.


Rua São Domingos Sávio, 65 - Centenário - Juiz de Fora - MG - Telefone: (32) 3217-7412
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