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Mas contar a história de uma cidade é mais que citar seus personagens
ilustres e seus feitos. Fazendo referência à população pobre e livre que vivia
na cidade, responsável pelo pequeno comércio, produção de gêneros e utensílios
de primeira necessidade e aos escravos que constituíam, na década de 1860, quase
60% da população total.
A partir de 1850, Juiz de Fora passa a vivenciar um processo de grande
desenvolvimento econômico proporcionado pela agricultura cafeeira que se
expandia pela Zona da Mata Mineira, dando origem à formação de várias fazendas.
Por iniciativa de Mariano Procópio Ferreira Lage, inicia-se a construção da
primeira via de transporte rodoviário do Brasil: a Estrada União e Indústria,
com 144 km de Petrópolis a Juiz de Fora, com o objetivo de encurtar a viagem
entre a Corte e a Província de Minas e facilitar o transporte do café. Para sua
construção, foram contratados técnicos, engenheiros e artífices alemães. Anos
depois, Mariano Procópio cria um núcleo colonial voltado para a produção de
Gêneros agrícolas, dando origem à Colônia D. Pedro II, composta de 1.162
imigrantes alemães. Esta colônia não conseguiu se manter por muito tempo,
levando muitos colonos a abandonar suas terras em direção à cidade, engrossando
as fileiras nascente proletariado industrial.
No século XIX, Juiz de Fora tornou-se um dinâmico centro econômico, político,
social e cultural. Aos poucos, suas funções se ampliam, ganhando ares de cidade
moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ganha um plano de
demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco, bondes. Houve a
implantação de iluminação pública, que inicialmente era a gás e, depois, em
1889, elétrica. Os ganhos obtidos com o café, associados às facilidades de
transporte, energia e mão-de-obra, acrescida com a chegada de centenas de
imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial, e a
cidade passa a ser denominada “A Manchester Mineira”.
No século XIX, Juiz de Fora tornou-se um dinâmico centro econômico, político,
social e cultural. Aos poucos, suas funções se ampliam, ganhando ares de cidade
moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ganha um plano de
demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco, bondes. Houve a
implantação de iluminação pública, que inicialmente era a gás e, depois, em
1889, elétrica. Os ganhos obtidos com o café, associados às facilidades de
transporte, energia e mão-de-obra, acrescida com a chegada de centenas de
imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial, e a
cidade passa a ser denominada “A Manchester Mineira”.
Os setores que mais se desenvolveram foram o da indústria têxtil e, em
segundo lugar, o da produção de alimentos. Juiz de Fora, no final do século XIX,
possuía uma dinâmica vida cultural, representada pelos teatros, jornais,
colégios e intensa atividade literária. A própria arquitetura reflete a
prosperidade econômica e cultural, por meio do estilo eclético das construções,
com diferentes manifestações do passado: o gótico, o grego e com a introdução,
neste século, do Art Nouveau e Art Deco. Mais tarde, na década de 50 do nosso
século, encontramos construções com concepção modernas, como as obras de
Niemayer e os painéis de Di Cavalcanti e Portinari.
Durante todo o século XX, Juiz de Fora se destaca nos grandes momentos
históricos do País. Após viver um período de relativa decadência industrial a
partir da década de 1940, passou a se destacar pelo crescimento dos setores
comercial, industrial, e de prestação de serviços, o que a coloca como a segunda
cidade de Minas Gerais e a Capital da Zona da Mata Mineira.
Passeios pela cidade
Elementos geográficos e históricos direcionaram a organização do núcleo
urbano de Juiz de Fora. O Rio Paraibuna e o Morro do Imperador delinearam sua
ocupação e expansão. A Estrada do Paraibuna, projetada como alternativa ao
Caminho Novo, deu origem à atual Avenida Barão do Rio Branco. Um trecho da
Estrada União e indústria, inaugurada em 1961, transformou-se na Avenida Getúlio
Vargas. Estas duas avenidas, junto com a Rua Espírito Santo, formaram um
triângulo onde seriam traçadas as principais ruas da cidade e localizados os
núcleos do poder, do comércio e da cultura.

Situados nesse triângulo, o Parque Halfeld e a Rua Halfeld são símbolos
históricos da cidade. Começando na encosta do Morro do Imperador, a Rua Halfeld
corta a Avenida Rio Branco e a Avenida Getúlio Vargas e, antes de atravessar o
Rio Paraibuna, passa pela Praça da Estação, patrimônio arquitetônico onde
acontecem os grandes comícios e encontros cívicos.
A Rua Halfeld é o verdadeiro coração da cidade. No seu calçadão, os jovens se
encontram, os políticos se reúnem, as passeatas acontecem, negócios são
fechados, amigos se revêem e shows são realizados. Nela se encontram casarios
construídos nos estilos eclético e Art Deco, a Academia de Comércio, o Cine
Theatro Central, serviços bancários, as galerias comerciais e bares que oferecem
um bom cafezinho, uma cerveja ou um chopp gelado. Primeiro logradouro público da
cidade, o Parque Halfeld era, no século passado, o local onde se armavam as
companhias de “circo de cavalinhos, touradas e cavalhadas”. Em 1901, foi
construído ali um jardim com lagos, repuxos e pontes. Após sucessivas reformas,
restaram apenas as pontes e o quiosque que hoje enfeitam esse Oásis verde em
pleno centro da cidade para onde convergem o Lúdico, a oficialidade e o
religioso. Encontram-se à sua volta o Fórum Bejamin Colluci, a igreja Metodista,
a Igreja São Sebastião, os prédios da Câmara Municipal e das “Repartições
Municipais”, um conjunto arquitetônico de fundamental importância na formação do
núcleo histórico local.
Parque do Museu Mariano Procópio
O parque do Museu Mariano Procópio ocupa uma área de 78.240 m que
proporciona ar puro, sombra e um visual de rara beleza. Planejado pelo
paisagista francês Glaziou, foi chamado de “Paraíso dos Trópicos”, por ser um
local em que se concentram arbustos característicos da flora brasileira e uma
grande diversidade de espécies exóticas introduzidas por seu fundador, Alfredo
Ferreira Lage. Seu acervo natural é de grande importância ecológica, possuindo
espécies vegetais que estão ameaçadas de extinção, como o jatobá, o pinheiro do
Paraná, as palmeiras e as sapucaias com mais de 120 anos. Situado no bairro de
mesmo nome, encontra-se aberto de terça a domingo, das 8h às 18h.

Parque da Lajinha
Parque municipal, fundado em 1983, ocupando uma área verde de 140.000 m, é
um lugar ideal para piquenique e prática de esportes. Possui duas cachoeiras, um
lago, quiosque, campo de futebol, pista de bicicross e mountaim bike,
churrasqueira, chafariz e um belo coreto. Na sua mata, destacam-se árvores como
araucárias, tambus, garapas, angicos e eucalípitos. Situado na Avenida Paulo
Japiassu Coelho, no trevo de cruzamento para o Aeroporto e a BR 040, o parque
está aberto diariamente das 8h às 17 h.

Campus da UFJF
Distante 5 Km do centro urbano, o Campus da Universidade Federal de juiz de
Fora ocupa uma área de 1.325.811 m. É um local de lazer e descanso da comunidade
juizforana, que aproveita a imensa área cercada de verde para caminhar e andar
de bicicleta. Está localizada na parte alta da cidade, próxima ao bairro São
Pedro.

Aeroclube / Aeroporto
O Aeroclub de Juiz de Fora oferece várias opções de lazer; vôos panorâmicos
sobre a cidade, de terça a domingo e, nos finais de semana, atividades
aerodesportistas como planadores, acrobacias e shows dos paraquedistas do Clube
Asas de ouro. O Aeroclube está localizado ao lado do Aeroporto de Juiz de Fora,
no final da Av. Guadalajara - Bairro Aeroporto.
Morro do Imperador
Conhecido também como Morro do Cristo e Morro da Liberdade, o Morro do
Imperador, a 1492 m do nível do mar, é um dos pontos mais altos de Juiz de Fora.
É assim denominado porque, em 1861, D. Pedro II o escalou para apreciar a vista
da cidade. Nas comemorações da passagem do século, nele foi construída uma
capela e, em 1906, um monumento ao Cristo Redentor, símbolo da vitória contra
uma epidemia que assolou o município. Lá se encontra também uma torre
helicoidal, primeira do tipo na América do Sul, que serviu à TV Industrial,
emissora pioneira em geração de imagens no interior brasileiro. Chega-se ao
Morro do Imperador, subindo a Rua Dr. João Pinheiro, no Bairro Jardim Glória, em
direção ao Bairro São Pedro.

Mirante da BR 040
Localizado no Km 794 da BR 040, próximo a um restaurante, é um local ideal
para soltar pipa, jogar bola, fazer piquenique, andar de bicicleta pelas trilhas
do local e apreciar uma das vistas mais bonitas da região.
Centro de Estudos Murilo Mendes
Apresentando o acervo de artes plásticas do poeta juizforano, incluindo obras de
Picasso, Portinari e Max Ernst, dentre outros grandes nomes da pintura
contemporânea.

Cine Teatro Central
Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, merece grande destaque por ser uma
das mais importantes casas de espetáculos de Minas Gerais. O teto, belíssimo,
todo decorado pelo artista Ângelo Biggi, dispensa comentários.

Espaço Mascarenhas
Caminhar pelos corredores antigos do Espaço Mascarenhas é passear pela história.
Bernardo Mascarenhas é um dos personagens mais significativos da história de
Juiz de Fora.
Usina de Marmelos
A primeira usina hidrelétrica da América Latina, Usina de Marmelos, foi o
primeiro grande marco de energia no Brasil.

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Rua São
Domingos Sávio, 65 - Centenário - Juiz
de Fora - MG - Telefone: (32) 3217-7412
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